A escola brasileira recebe estudantes surdos e quase nunca tem quem se comunique com eles. Este curso resolve a parte que depende do professor: sair do zero e chegar a uma conversa básica em Libras, com o vocabulário que aparece de verdade dentro de uma sala de aula.
O primeiro módulo é teórico e dá o chão. Você estuda o contexto histórico da Libras e da educação de surdos no Brasil e no mundo, com os marcos legais e as figuras que levaram ao reconhecimento da língua; a cultura e a comunidade surda, com seus valores, suas tradições e as questões de identidade e pertencimento; os tipos e graus de surdez e como cada um afeta a comunicação; e as formas de prevenção e de apoio, dos aparelhos auditivos aos programas de intervenção precoce.
Ainda no módulo teórico entra o alfabeto manual, o datilológico, que é a base para soletrar nomes próprios e termos técnicos que ainda não têm sinal. É a primeira prática do curso e o ponto de partida de tudo o que vem depois.
O segundo módulo é inteiramente prático. Começa pela gramática — alfabeto, advérbios, pronomes, substantivos e verbos, com a formação de frases simples — e segue pelos antônimos, pelas saudações, pelos dias da semana e meses do ano. Depois vem o vocabulário largo do cotidiano: família, meios de transporte e de comunicação, profissões, animais, objetos escolares, alimentos, frutas, lanches, bebidas, itens de higiene, esportes e corpo humano; saúde, vestuário, brinquedos, instrumentos musicais, religião, países e capitais, documentos e lugares.
O curso termina com duas aulas bônus de conversação, em que você pratica diálogos do dia a dia e depois situações mais complexas. Ao final você tem vocabulário para acolher um estudante surdo, soletrar o que ainda não sabe sinalizar e sustentar uma conversa básica sem intérprete ao lado.