A neuropsicopedagogia nasce do encontro entre neurociências, psicologia cognitiva e pedagogia. O que ela busca é entender como o cérebro aprende — como seleciona, transforma, memoriza e processa o que chega — para prevenir e reverter as dificuldades que aparecem na sala de aula.
O curso começa definindo a área e o papel do neuropsicopedagogo: o que ele estuda, onde atua e qual é o limite do trabalho dele em relação ao professor e aos demais profissionais que acompanham o estudante.
Em seguida vem o cérebro. Dificuldade de aprendizagem costuma nascer de uma falha em algum ponto do processo, e há um conjunto de aspectos que precisa ser investigado antes de qualquer conclusão: atenção, funções executivas, memória, linguagem, predisposição para as habilidades acadêmicas, comportamento motor, comportamento social e emoção. É o equilíbrio entre eles que permite à criança aprender no ritmo esperado para a idade.
Uma aula é dedicada à diferença entre testagem e avaliação. Avaliar é integrar informação de várias fontes — entrevistas, observações, documentos e testes; testar é aplicar um instrumento. Confundir as duas coisas é o erro mais comum de quem está começando.
As três últimas aulas são práticas: o teste de trilhas, que mede flexibilidade cognitiva, velocidade de processamento, inibição e planejamento; e os testes de concentração, que medem atenção sob pressão, mudança cognitiva e os aspectos da linguagem infantil que aparecem na conversação.