Este curso trata da Libras como língua e como direito. Ele não para no vocabulário: entra na estrutura gramatical, na história do reconhecimento legal e no trabalho de quem interpreta, que é a figura de que a escola mais precisa e sobre a qual menos se sabe.
A primeira unidade é a da legislação e das políticas para a educação inclusiva e especial, com foco na educação de surdos: os marcos legais brasileiros, as políticas públicas, os direitos dos surdos na educação e os desafios de implementação. A segunda vai à sintaxe da língua de sinais — estrutura gramatical, regras sintáticas, ordem das palavras, diferenças em relação ao português e análise sintática de frases em Libras.
A terceira unidade recupera a historicidade da Libras: a evolução da língua no Brasil, o reconhecimento legal como língua oficial, os movimentos sociais que levaram a essa valorização e as mudanças ao longo do tempo. A quarta traz os fundamentos práticos — vocabulário e expressões básicas, comunicação não verbal, expressão facial e prática de diálogos.
A quinta unidade liga a língua ao contexto escolar pela deficiência auditiva: as características da surdez, a importância da Libras para a comunicação, a integração do estudante surdo na educação regular e as adaptações e recursos necessários para o ensino.
As quatro últimas unidades tratam do intérprete e da comunidade. Formação e atuação do intérprete de Libras, com requisitos, competências, ética, certificação e desafios; o intérprete em sala de aula, com técnicas de interpretação simultânea e consecutiva, colaboração com o professor e adaptação de materiais; a história da educação especial e inclusiva no Brasil; e a relação entre escola e comunidade surda, com cultura, identidade e a parceria entre escola, família e comunidade.