Dar aula de História é fazer duas coisas ao mesmo tempo: dominar o conteúdo e saber transformá-lo em aula que um adolescente acompanhe. Este curso de 360 horas trabalha as duas frentes, e reserva duas unidades inteiras para a história e a cultura indígena, que a Lei 11.645 tornou obrigatória no currículo e que a maioria dos professores nunca estudou na graduação.
A primeira unidade cobre a História Antiga e Medieval: as civilizações antigas do Egito, da Mesopotâmia, da Grécia e de Roma, a Idade Média com o feudalismo, a Igreja e a sociedade medieval, as grandes transformações entre um período e outro, e as metodologias específicas para ensinar esse recorte sem transformá-lo em lista de datas.
A segunda unidade é o núcleo de método: abordagens pedagógicas para o ensino de História, planejamento de aula e construção de sequências didáticas, uso de fontes históricas e recursos didáticos em sala, e avaliação e desenvolvimento de competências históricas — como saber se o aluno aprendeu a pensar historicamente e não apenas a repetir.
A terceira e a quarta unidades formam a teoria da história em dois níveis: fundamentos da historiografia, principais correntes teóricas, a construção do conhecimento histórico e a análise crítica das abordagens; depois, a história como ciência, o debate entre objetividade e subjetividade na escrita histórica e o impacto das teorias na pesquisa e no ensino.
As unidades cinco, seis e sete percorrem os grandes recortes: História do Brasil, da formação colonial e imperial aos movimentos sociais e políticos, à República, à ditadura e à redemocratização; História Mundial, com os grandes processos, as relações internacionais e a globalização; e História Moderna e Contemporânea, com as transformações da Era Moderna, as revoluções e os conflitos mundiais.
As duas últimas unidades tratam de educação, história, cultura e práticas indígenas: a história e a cultura dos povos indígenas no Brasil, os impactos da colonização, a preservação e a valorização dessas culturas, as práticas educativas indígenas, as políticas públicas da área, a identidade e a resistência ao longo do tempo, e o desenvolvimento de projetos pedagógicos para incluir esse conteúdo no currículo da escola.