Este é o curso mais curto do eixo e o mais direto ao ponto: 30 horas para entender como a psicologia escolar se coloca hoje diante da inclusão, depois de décadas em que ela foi usada para separar quem aprendia de quem não aprendia.
O primeiro módulo trata dos processos de ensino e aprendizagem. Começa por uma retrospectiva histórica da psicologia escolar, que é o que permite olhar criticamente para o papel esperado hoje. Segue pelas novas perspectivas de atuação, mais críticas, contextualizadas e interativas; pelas intervenções mediadas no ensino especial, que combinam escutar o contexto, interagir com estudantes, professores e gestão e agir para transformar; e pelo anticapacitismo e pela educação menos medicalizada.
O segundo módulo é o da inclusão propriamente dita. Você estuda os documentos legais da educação inclusiva no Brasil, as perspectivas inclusivas atuais, as concepções sobre deficiência e diversidade — que sustentam o direito de qualquer estudante frequentar a escola comum, em qualquer nível — e as práticas emergentes de avaliação e de produção de relatórios. Fecha com as competências que a atuação em educação especial exige.
O terceiro módulo é o mais aplicado. Trata das dimensões de trabalho para construir estratégias inclusivas, com ênfase na equipe multiprofissional que a escola já tem: pedagogo, orientador educacional, professores regentes e gestão. Passa por conhecer as deficiências, com o público da educação especial definido — deficiência, Transtorno do Espectro Autista e altas habilidades ou superdotação — e pelas adequações curriculares e atividades diversificadas previstas na LDB.
O curso termina com um estudo de caso real, o da aluna Emília, em que os conceitos discutidos ao longo das aulas são aplicados a uma situação concreta, e com uma aula de recursos para a prática inclusiva: mapas mentais, histórias sociais, rotina, filmes e jogos.